O modernismo brasileiro, do qual Ferreira Gular participou, foi um amplo movimento
cultural que repercutiu fortemente sobre a cena artística e a sociedade brasileira
na primeira metade do século XX, sobretudo no campo da literatura e das artes
plásticas. Comparado a outros movimentos modernistas, o brasileiro foi
desencadeado tardiamente, na década de 1920. Este foi resultado, em grande
parte, da assimilação de tendências culturais e artísticas lançadas pelas
vanguardas europeias no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial, tendo
como exemplo do Cubismo e do Futurismo, refletindo, então, na procura da
abolição de todas as regras anteriores e a procura da novidade e da velocidade.
Contudo, pode-se dizer que a assimilação dessas ideias europeias deu-se de
forma seletiva, rearranjando elementos artísticos de modo a ajustá-los às
singularidades culturais brasileiras. Considera-se a Semana de Arte Moderna,
realizada em São Paulo,
em 1992, como ponto de partida do modernismo no Brasil. Porém, nem todos os
participantes desse evento eram modernistas: Graça Aranha, um pré-modernista,
por exemplo, foi um dos oradores. Não sendo dominante desde o início, o
modernismo, com o tempo, suplantou os anteriores. Foi marcado, sobretudo, pela
liberdade de estilo e aproximação com a linguagem falada, sendo os da primeira
fase mais radicais em relação a esse marco. Didaticamente, divide-se o
Modernismo em três fases: a primeira fase, mais radical e fortemente oposta a
tudo que foi anterior, cheia de irreverência e escândalo; uma segunda mais
amena, que formou grandes romancistas e poetas; e uma terceira, também chamada Pós-Modernismo
por vários autores, que se opunha de certo modo a primeira e era por isso
ridicularizada com o apelido de neoparnasianismo.
Post de Bárbara Nº13