quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A arte existe porque a vida não basta.
Ferreira Gullar.
                                           
Post de Bárbara Nº13

Ferreira Gullar e Clarice Lispector : Poetas e amigos

Post de Bárbara Nº13

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Cantiga para não morre

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve. 

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração. 

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar. 

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
             
        Ferreira Gullar

Post da Arianny Paiva, nº 10

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

DVD Poema sujo

Trata-se da leitura integral do Poema Sujo. O texto, que originou o livro de mesmo nome, foi escrito entre maio e outubro de 1975, em Buenos Aires. Na época, Gullar estava exilado na capital argentina, e, em um encontro de amigos, encantou Vinicius de Moraes com seu novo trabalho. Foi o Poetinha quem trouxe o Poema para o Brasil, gravado em fitas-cassetes.

Mais de 30 anos depois, Poema Sujo foi regravado por seu autor, e é lançado pelo Instituto Moreira Salles e VideoFilmes. Além da leitura integral do poema, o DVD traz uma entrevista concedida por Gullar a Antonio Fernando de Franceschi {idealizador do projeto}, na qual o poeta descreve o contexto em que produziu a obra. Textos de Paulo Mendes Campos e Vinicius de Moraes acompanham o DVD, no encarte.




Post de Joice Nº23

Saraiva entrevista Ferreira Gullar

Perto de completar 80 anos, o poeta fala com exclusividade sobre sua trajetória literária e seu novo livro de poemas.

Post de Bárbara nº13

Poema - Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
       Ferreira Gullar



                Andressa Kathelen Nº7

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O Modernismo no Brasil

O modernismo brasileiro, do qual Ferreira Gular participou, foi um amplo movimento cultural que repercutiu fortemente sobre a cena artística e a sociedade brasileira na primeira metade do século XX, sobretudo no campo da literatura e das artes plásticas. Comparado a outros movimentos modernistas, o brasileiro foi desencadeado tardiamente, na década de 1920. Este foi resultado, em grande parte, da assimilação de tendências culturais e artísticas lançadas pelas vanguardas europeias no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial, tendo como exemplo do Cubismo e do Futurismo, refletindo, então, na procura da abolição de todas as regras anteriores e a procura da novidade e da velocidade. Contudo, pode-se dizer que a assimilação dessas ideias europeias deu-se de forma seletiva, rearranjando elementos artísticos de modo a ajustá-los às singularidades culturais brasileiras. Considera-se a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, em 1992, como ponto de partida do modernismo no Brasil. Porém, nem todos os participantes desse evento eram modernistas: Graça Aranha, um pré-modernista, por exemplo, foi um dos oradores. Não sendo dominante desde o início, o modernismo, com o tempo, suplantou os anteriores. Foi marcado, sobretudo, pela liberdade de estilo e aproximação com a linguagem falada, sendo os da primeira fase mais radicais em relação a esse marco. Didaticamente, divide-se o Modernismo em três fases: a primeira fase, mais radical e fortemente oposta a tudo que foi anterior, cheia de irreverência e escândalo; uma segunda mais amena, que formou grandes romancistas e poetas; e uma terceira, também chamada Pós-Modernismo por vários autores, que se opunha de certo modo a primeira e era por isso ridicularizada com o apelido de neoparnasianismo.
Post de Bárbara Nº13

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Biografia

Ferreira Gullar nasceu em 10 de setembro de 1930, pseudônimo de José Ribamar Ferreira é um poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e um dos fundadores do neoconcretismo.O poeta sobre seu pseudônimo declarou o seguinte: "Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela é Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome"
Morando no Rio de Janeiro, participou do movimento da poesia concreta, sendo então um poeta extremamente inovador, escrevendo seus poemas, por exemplo, em placas de madeira, gravando-os. Em 1956 participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta, tendo se afastado desta em 1959, criando, junto com Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valorizava a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo, mas acabou se afastando em 1960.

Premiações:
  •  Ganhou o concurso de poesia promovido pelo Jornal de Letras com seu poema "O Galo" em 1950. Os prêmios Molière, o Saci e outros prêmios do teatro em 1966 com Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, que é considerada uma obra prima do teatro moderno brasileiro.
  •  Em Imperatriz, ganhou em sua homenagem o teatro Ferreira Gullar.
                                                 Post de Bárbara 1ºMA   Nº13

Grupo

1ºMA - Ferreira Gullar
Bárbara Stefânea
Nickolli França
Sarah Andrade
Joice Patrícia
Andressa Kathelen
Arianny Paiva
Luciano Quirino